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...Podia ser mais fácil...
Senti...
Vi o sol nascer
A lua se entregar ao mar
E a historia me fez chorar
Vivi...
Escutei as estrelas
Tua voz na melodia
E fugi do que a vida trazia
Ouvi...
Chorei pela ausência
Pela dor que não era minha
E a deixei continuar sozinha
Lutei...
Busquei o sonho
O pôr do sol no fim da trilha
E não lembrei de ser Sua filha
Deixei...
Perdi o fio da estrada
O excesso de sentir...amor...
E enterrei (com você) toda a dor.
…E a tua ausência fazendo silêncio em todo lugar...
Reflexo...
No seu olhar
Sou eu e mais nada
Encontro todo o espelho da alma
Eu...
Na mais simples das formas
Nem mais, nem menos, só eu...
Não o que eu quero ser
Não o que o mundo queria de mim
Nem o que esperam de mim
Apenas o que eu sou. Simples assim.
É fato, não sei amar
Mas sei enxergar que encontrei o que buscava
Toda a presença...
* Silêncio *
Ainda falta esse espelho.
E só o que resta é me procurar
Quem sabe um dia...
E fim!

Por que o mar não se apaixona por uma lagoa?
A lua era a confidente de todos os dias. O coração de pedra tinha finalmente visto a bela de cabelos esvoaçantes, aquela que derrubou o muro e revelou toda a beleza do estar apaixonado.
Talvez fosse mais fácil para ele se a bela soubesse enxergar ali algo mais do que um essencial amigo, companheiro e confidente. Ninguém entendia, mas a sereia fugia do amor.
E de fato, deixava o mar a sofrer por saber que ela não o notava.
Sabe, aquela sensação de impotência? Pois era assim que o grande e suntuoso mar se sentia ao ver a sua pequena bela sereia. Ela, sem nem saber, era dona de toda a expectativa, de todo o sonho de futuro, de toda a realidade que ele desejava, esperava, buscava.
Cada onda que batia na praia sentia a falta dela. Cada sopro de brisa deixava o sentimento mais forte. E o engraçado, era que ela estava cada vez mais perto, ele a tocava, a beijava, mas nunca com a intensidade que gostaria. De que adiantava toca-la na face, nos braços, nos seios, se não a tocava no coração?
Seus braços envolviam a menina, até mesmo naqueles momentos de solidão da moça, quando ela buscava a pedra mais alta, penteava os cabelos, cantava, e confiava seus mais profundos segredos a lua.
E toda noite, nesses momentos, a sereia revelava seu amor impossível a lua. Era apaixonada pelo mar que a banhava, mas onde já se viu, o mar se apaixonar por uma menina?
...
Peter Pan, da Terra do Nunca!
Eu cresci
E hoje vivo, talvez, a solidão
Ou ausência, quem sabe?
Só esse vazio...
Senhor Coelho, Senhor Coelho!
Pra que tanta pressa?
“Vou chegar atrasado! Vou chegar atrasado!”
Só a repetida frase da cidade grande...
Rainha de Espadas! Rainha de Espadas!
Por que esse falso amor?
“Cortem a cabeça dela! Não a deixem escapar”
...
Vamos, Bela Adormecida, acorde!
Há muito por fazer...E um mundo a consertar...