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Sabe aqueles dias em que acordamos sem saber por que? Aqueles, em que Rilke parece gritar ao nosso ouvido: “Não busque respostas que não lhe podem ser dadas porque não as poderia viver” ? O Hoje, vivemos assim...
Sabe aqueles dias em que sentimos tudo, sem sentirmos nada? Aqueles, em que só o que temos é um infinito “ebulimento de sensações”, e o pior, sem definições? O Hoje, vivemos assim...
Sabe aqueles dias em que tudo se confunde, tudo se perde e nada se encontra? Aqueles, em que misturamos nossas vidas e ultrapassamos os limites da psicologia humana e da reputação ilibada? O Hoje, vivemos assim...
Sabe aqueles dias em que devemos nos dar o tempo e a chance de sermos felizes? Aqueles, em que temos consciência da corrente que nos segura, mas ainda assim, não a soltamos? O Hoje, vivemos assim...
Sabe aqueles dias em que tudo o que queríamos era um sorriso no outro? Aquele, em que só resta a tristeza no olhar e a imagem do choro a perturbar? O Hoje, vivemos assim...
No meio da Festa, pulando fogueira com pipoca e vinho quente, mil rosas foram roubadas, os ruídos tornaram-se silenciosos e as lágrimas fizeram um pacto: levaram toda a tranqüilidade embora.
No meio da Festa, perturbamo-nos, uns aos outros, e sofremos, todos, talvez, em vão.
No meio da Festa, não procuramos a causa, sofremos das conseqüências, e eu esqueci de ser egoísta. Não quis te fazer sofrer, mesmo sofrendo por você.
No meio da Festa, te fiz esquecer do meu eu-mulher. Não sou fantasia. Não sou ideal. Não sou perfeição.
No meio da Festa, me joguei do pedestal. Não quero ser isso tudo, só porque eu não sou isso tudo. Me faça mortal ai dentro!!! Não é certo...não foi certo...
No meio da Festa, eu me dei conta da besteira que fiz. Que deixei você fazer também. As barreiras nos são importantes (não essências, é verdade), mas nos mostram quem somos, onde estamos e até onde vamos.
No meio da Festa, eu te vi bebê. Chorar que nem criança.
No meio da Festa, eu me vi em você...
Estava indo...
Ao encontro do real
Presa pelo velho
Entorpecida pelo novo Estava além...
Cruzando o portal
Vivendo de sonho
Coberta do irreal Estava vindo...
Da fantasia infantil
Sentindo o cheiro de mofo
Apreciando o vento no rosto
Estava sorrindo...
Decifrava hieróglifos
Conservava Cetáceos
Virava serpente Estava chorando...
Não via o fim
Perdia o começo
Lutava em vão Estava aqui...
Te tendo em círculos
Me tendo em distância
Velejando em regatas
Estava ali...
Presente em espírito
Revivendo memórias
Construindo meu barco Estava fugindo...
Da realidade de mim mesma
Ancorada em pretensões
Embarcando em ilusões Estava tentando...
Tocar o Jardim, mesmo que só
Encontrar o Caminho, mesmo com pó
E ser feliz, assim.
Borboleta azul...Sim!! Ela tava lá...no meio do curso das tartarugas (!!!). Sabe onde mais?? Nas aulas de zoologia...(eterno Planária...)
Golfinho...Liberdade...Nossa montanha russa com trânsito na Paulista!!! É...faz tempo...
PAF's...profª de desenho...(ECA!!!). E no final...ela odeia ética...
Bá..Parabéns querida!!!! Minha futura bióloga preferida...
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Aonde quer que você vá
Já era dia alto quando Ela acordou; cheia de desejo, inundada de vontade, quase uma sinéstata. Via a cor, sentia o cheiro.Cheiro do perfume Dele (inebriante, que só Ele tem: perfume + pele = Ele – matemática pura!!) Trocava a roupa, sentia o gosto. Gosto dos momentos com Ele (batata frita, chiclete de menta, biscoitinhos de canela) Bebia o café, sentia o toque.Toque das mãos Dele, o calor dos abraços (na alegria, na tristeza, no forró, no caminho)
Ela chorava. A imortalidade tinha gosto de lágrimas. Lágrimas lúdicas, dos sonhos construídos e destruídos, dos beijos que ficaram nas entrelinhas...
Ele era antitético – Barroco por natureza.
CARPE DIEM (bebia, dançava, vivia, badalava)
BUSCA DE DEUS (“Amar ao próximo como a ti mesmo e a Deus sobre todas as coisas”)
Ela era heroína – Romântica por definição.
PERFEIÇÃO (inteligente, forte, carismática, sensual)
ILUSÂO (inatingível, intocável, doçura angelical)
Eles ficavam nos desencontros; nos olhares que se cruzavam; nas mãos que se tocavam; nas músicas que dividiam. Eram céu e terra, lua e sol - sabiam que estavam presentes, mas distantes (ainda que próximos)
Duas escolas literárias – distantes pelo tempo, mas com o eterno tema em comum: o amor!!!!
Qual era o sentido disso tudo? Ela se perguntava. Qual a pergunta que Ele fazia? Nem ele mesmo sabia...perdera a si próprio em meio a expectativas alheias.
Naquele dia, Ele também acordara sedento pelos toques, pelo perfume, pelo gosto da boca Dela. Também sentia os arrepios...
Também procurava pelos beijos nas entrelinhas. Mas, Ele não chorava! As lágrimas eram sufocadas pelas notas musicais e pelas fotografias.
Era quase um livro trancado a sete chaves...Ninguém o descobriria 100%. Tinha medo! Era um segredo, um fascínio...um coração de pedra, insensíveL...(?)
Ele a amava e sabia que era correspondido, mas preferia deixa-la acreditando que lhe era indiferente a render-se aos perigos da construção a 4 mãos.
Seu medo era nítido, até para Ela (só que Ela não acreditava)
Viviam um amor mal resolvido, mal começado. Buscavam respostas um no outro. Buscavam definições...sim e não...vida...ilusão.
As palavras (ditas ou caladas) não mais saciavam o desejo de ambos. Eles sabiam que se teriam na eternidade. Eles sabiam que dependiam da existência incerta e um futuro distante, mas prosseguiam...Brincando de esconde-esconde. Fugindo da verdade. Sonhando em plena luz do dia...