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Invasão!!
De repente, você invade
O todo...meu todo...
E tudo vira “você”
Inundação!!
De repente, você inunda
Sentidos...Sensações...
E tudo vira “você”
Tentação!!
De repente, você tenta
Novo...Pecados...
E tudo vira “você”
Reação!!
De repente, você reage
Ataca...Defende...
E tudo vira “você”
Atenção!!
De repente, me perdi
Além...Aquém...
E tudo virou “você”
PONTO DE MUTAÇÃO
“Mas que insensatez, preocupar-se com coisas que nem se quer existem! Futuro? Acaso sabe o que é o futuro? São acontecimentos que ainda não estão aí. Por que perde a alegria de viver devido a coisas que nem sequer existem? (...) Se a cegueira espiritual terminar, os olhos físicos também enxergarão!”
“Procurai e vos será dado, batei e vos será aberto!”
“Eu andava em busca de alguém, da minha outra metade, que me completaria. O amor é a revelação de uma força que obriga duas metades a se unirem. Ao desejo inconsciente dessa união é que denominamos ‘amor’.(...) Eu buscava a realização duradoura! Eu buscava uma união real, que persistisse! Eu buscava a unidade que me tornaria idêntica ao amado. Eu queria me tornar uma com sua alma, com seus pensamentos, com todo o seu ser! Era isso o que eu queria ser! (...) Eu queria fundir nossos dois eus num único eu! Mas isso é impossível! (...) Todos podem observar como dois amantes, ao se abraçarem, querem unir os corações. Mas não é possível. A resistência do corpo impede a união dos corações!”
“Eu queria conquistar o além, mas não sabia como. Sentia-me como alguém que quer conquistar a floresta virgem, mas não sabe por onde começar e dispõe apenas de um pequeno machado com que terá de abrir caminho. Além disso também desconhece os diversos perigos que o esperam nessa mata, tal como cobras venenosas e animais selvagens; poderá perder-se ou cair num abismo. Mas é justamente essa incerteza que lhe infunde a coragem de entrar assim mesmo na selva.”
“Morte? Por que você vê apenas um lado da verdade? Qual a revelação da árvore e de toda a natureza na primavera? Vida! Sempre a vida renovada! Morte e vida alternam-se num círculo eterno. A morte somente é o outro lado da vida...
(...)
No outono, a vida se retrai das folhas e que elas caem como envoltórios vazios, morrem e são destruídas. Mas apenas o invólucro vazio! A vida que animara as folhas descansa na árvore e , na primavera tornará a brotar, revestindo-se de nova matéria, de novas folhas, e a vida retomará seu ciclo eterno. A árvore inspira e expira a vida, apenas as folhas é que mudam, apenas o invólucro exterior! A vida continua eterna, pois a vida é a existência eterna.”
“No nada não existe tempo. (...) eu não diria que há intemporalidade nas trevas, mas que é ‘no inconsciente’ que não existe ‘conceito de tempo’.”
“Não são as coisas que são más, apenas o modo de você considera-las”
Epicteto.
Trechos do livro : Iniciação de Elizabeth Haich
Hoje desenterrei do meu baú, o primeiro!!!! O primeiro de muitos que vieram em seguida....
(tive que dividí-lo em 2 posts, mas o poema é um só!!)
Ausência
Amor,
Faz tempo que te vejo em meus sonhos.
Possuo-te aqui dentro como um Deus possui a eternidade.
Sinto-te presente como a areia sente o mar.
Amor,
Faz tempo que só faço buscar.
Vejo-te perto, mas oh! Ilusão dos olhos,
A vida te fez a distância, como uma estrela que não posso alcançar.
Amor,
Faz tempo a luz se apagou e somente restou o desejo;
Já não possuo mais brilho no olhar,
As palavras perderam os sentidos e a vida começa a se esgotar.
Amor,
Faz tempo, cansei de esperar.
Estavas ontem em meu sonho e mais uma vez, feriu-me o despertar;
Abrir os olhos e sentir tua ausência, como a noite sem luar, o dia não raiar.
Amor,
Não te sintas perturbado, nem tente me fazer calar, apenas escute.
Foste forte o bastante em livros, morreram e mataram por ti, mas não foste forte o suficiente para combater o ódio.
Foste luz o suficiente para iluminar o sol, mas não foste claro o bastante para vencer a escuridão.
Amor,
Veja quantos precisam de ti, não te escondas atrás dessa nuvem.
Quando a brisa soprar, ela deixar-te-á e serás visto novamente;
Não enfraqueça tua luz assim.
Amor,
Deixa-te tocar;
Deixa-te banhar com a doçura de meus lábios;
Fortalece-te com a luz do meu olhar.
Amor, sublime amor,
Deixa-me levar-te aos céus!
Os deuses por nós aguardam, ansiosos.
Não os negue esse direito, não me negue o direito de tentar.
Amor,
Não é justo fazer-me sonhar, buscar, desejar tanto e com tamanha intensidade e simplesmente negar-te a mim.
É como arrancar a flor de uma árvore e esperar que ela dê frutos.
Amor,
Se não me quiseres, vá. Não te prendo.
Só te peço; não voltes.
Faria-me mais sofrer e às vezes, é preciso renunciar.
Amor,
Deixo-te livre, com teu medo, teu receio e tua dor.
Deixo-te. Sofro, choro, perco, mas deixo-te
Em paz.
Eu nunca fui de poucos amigos!!! Sou daquelas pessoas que adora estar rodeada de gente...tenho meus momentos de solidão e até que não são poucos, mas meus amigos estão sempre por perto...
Eu hoje só tenho a agradecer...agradecer a cada um de vocês, que estão sempre por aqui, dando uma espiadinha, mesmo que silenciosa
! Tenho só que agradecer a todos, pelo apoio, incentivo, dedicação, companheirismo, respeito, amizade, suporte, carinho, amor....
Porém, há três amigos muito especiais (cada um a sua maneira) em minha vida, que me deram tudo o que estava precisando....Peço licença para nomeá-los e homenageá-los....
Pedro – Oh Moço...Sabe que questiono muito essa nossa distância. Nós estamos tão longe...Nós estamos tão próximos...(psicólogos de plantão, expliquem-me...) Ah, só não vale você, né Moço? Porque, além de todas as qualidades e características tão especiais dele, descritas num dos poemas abaixo, tenho que confessar: Ele virou meu terapeuta preferido!!!! O que seria de mim sem você por perto??? O que seria de mim com você por perto???E, que me perdoe sua namorada (?), mas hoje eu te daria um beijo...![]()
Carlos Eduardo – Kadu, querido!! Quem diria que nos tornaríamos assim, tão amigos?? Só de lembrar daquela aula de Aborto tenho vontade de voar no seu pescoço...risos...
Obrigada pelo abraço....Aliás, que abraço!!!! Quem estiver precisando de um abraço, procure o Kadubas...ele é o cara....Lá do fundo do coração, te digo e repito...thank you that much!!!!![]()
Alexandre – He-man...Alê…Puxa, nós temos história!! Confesso: muitos dos poemas que aqui estão tiveram em você a inspiração...Ainda me pego pensando muito sobre o “nós”...
O que aconteceu? Não sei...não era a hora!!! Mas, nós criamos laços...e vou te ter sempre no coração e na minha vida, você sabe disso!! As palavras são pequenas, praticamente vazias....vale aqui o sentimento, o carinho....e o eterno amor que tenho por você!!![]()
Há tantos outros que eu devo agradecer, por tantas outras coisas....
Mas, esses três ai me fizeram tudo o que precisei, foram alicerces, cabos, guinchos, Mecânicos, engenheiros, biólogos....foram capazes de... acordar no sábado de manhã, cedinho, só para me dar um abraço....ficar na internet comigo quase o sábado todo, mesmo sem entender o que estava acontecendo, e ainda assim me mandar e-mails de fazer até o homem de lata chorar....me ligar e ficar quase 1h30 me ouvindo, no silêncio confortante, que só ele sabe ter....
OBRIGADA DO FUNDO DO CORAÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!
Faz assim:
Por hoje, me dá um abraço?
Eu to carente...
Faz assim:
Por hoje, me deixa sonhar?
Eu to com saudade...
Faz assim:
Por hoje, me põe na sua vida?
Eu to despida...
Faz assim:
Por hoje, me ensina o caminho?
Eu to perdida...
Faz assim:
Por hoje, me faz cafuné até eu dormir?
Eu to com medo...
Faz assim:
Por hoje, cuida de mim?
Eu to assustada...
Faz assim:
Por hoje, segura minha mão?
Eu to caindo...
Faz assim:
Por hoje, finge que me ama?
Eu to sem fim...
Por um motivo especial - o motivo sabe quem é - comecei essa semana inundada de sensações....As inspirações foram tantas que lotei meu caderno com versos, rimas, frases...as vezes, até sem sentido...
Mas, também por um motivo especial, escolhi esse texto para publicar, apesar de ter dita à Rê que não o faria!!
Páscoa...comeram muitos chocolates?? Então, se esbaldem da douçura Dela....
RE em verso; NATA em melodia
Hoje eu fugi da poesia. Daquela métrica rígida, cheia de rimas e definições. A outra, aquela poesia que inunda, que transborda, que acalenta e vicia (dessa não há como fugir), se uniu com as reticências e foram roubar a luz da lua !
Me peguei em um dilema – como escrever sobre Renata?
Ela, tão menina, tão mulher, tão enigmática, tão cheia de prosa e poesia...
Pensei em falar sobre as Palavras, que tão talentosamente Ela reúne em formas, cores e até aromas...Mas, elas seriam poucas para a imensa Renata.
Pensei em falar sobre a Lua, que é a identificação mais querida e mais perfeita que Ela pode ter, aquela que brilha tanto, ilumina tudo ao seu redor que está sempre lá, mesmo quando não a vemos...Mas, como se até a lua hoje se rendeu e resolveu apreciá-La?
Pensei em falar sobre o Jardim, que é nosso ponto de encontro, que dividimos com tanto amor e tanto carinho. Pensei nas borboletas, nas crianças, nas flores, até no nosso Sol...Mas, de que jeito se até o Nemo parou para olhá-La?
Pensei em falar sobre o Mar, imenso, profundo, misterioso, acolhedor, encantador, como Ela...Mas, fiquei com medo da inundação de sentimentos.
Pensei em falar sobre nosso primeiro contato – desconhecido, misteriosamente ignorado por ambas...Mas, com tantas jornadas partilhadas, vamos precisar de tempo, tempo, tempo.
Então, pensei em falar sobre as noites de terça, as caronas no Corsinha e mais recentemente no Pretinho Básico; sobre as conversas tão filosoficamente poéticas...Mas, estaria falando em códigos.
Pensei em falar sobre o olhar; não há olhar como o dela,
mais cheio de vida, cheio de luz, cheio Dela...Mas, só quem já o viu saberia do que falo.
Pensei em tantas coisas, tantas músicas, tantas conversas, mas nada descreveria a Rê com fidelidade e nada a revelaria.
Nem Alice, nem Clarice, nem Vinícius, nem Drummond, nem Rilke, nem fenô, nem a doutrina...nada descreve Renata ! Muito menos o carinho que tenho por ela...
A Tia Rê é toda bruxa, toda meiga, toda flor, toda forte, toda frágil, toda doce, toda asa, toda peixe, toda mar, toda filha, toda cor, toda mãe, toda mistério, toda música, toda amor.
A Tia Rê é conselheira, ouvinte, amiga e confidente.
A Tia Rê é apaixonada pela vida, é o sorriso em pessoa, é a forma mais poética de Helena, misturada com Joana, com Maria, com Joécia...
O que mais posso dizer, querida Rê, a não ser: “Deixa eu ser igual a você quando eu crescer?”
Eu poderia te esquecer...
Se fosse simples assim, talvez não houvesse mérito.
Eu poderia me perder...
Se não fosse arriscado assim, talvez não houvesse graça.
Eu poderia te agarrar...
Se fosse rápido assim, talvez não houvesse estrutura.
Eu poderia acreditar...
Se fosse certo assim, talvez não houvesse surpresa.
Eu poderia desistir...
Se fosse fácil assim, talvez não houvesse sofrimento.
Eu poderia te seguir...
Se fosse doentio assim, talvez não houvesse fim.
Eu poderia viver...
Se fosse sem você, assim, talvez não houvesse a mim.