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Em trânsito
As próximas linhas virão de uma nova cidade, um novo Estado. Surgirão de tijolos e concreto de uma construção nova.
Que o diferente faça parte do contexto; Que, a partir de hoje, as mudanças sejam sempre reflexo!
Até porque, eu sinto que sei que sou um tanto bem maior...
Mais um Conto de Fadas
Se a história não fosse tão comprida, talvez a Princeza (Sim! Com z!) de hoje, fosse me autorizar contá-la. Começo por explicar que a ausência de explicações é mais do que aceitável nessa história, mas talvez uma necessite ser dita...
Nossa Princeza, por ser tão única, tão especial e tão cheia de reflexos, não pôde ser identificada em nenhum conto de fadas. E por isso, se escreve com “z”! Ela é toda diferente.
Quando se espera que ela simplesmente sorria, ela chora. Quando a lágrima seria bem vinda, em seu rosto, nasce sempre um lindo sorriso. E assim, brigando com o esperado, nossa personagem vai conquistando seu espaço, de uma maneira, como ela mesmo descreve, complicada.
Mas tenho que confessar, ela é amada! (E nisso se parece bastante com as princesas que encontramos por aí, a solta no mundo). Amada por muitos, aliás...Mas, por ser a musa do diferente, ela não acredita em todo esse amor.
Certo dia, nossa bela protagonista recebeu um grande e importante convite da vida: Construir uma vidinha longe de seu tão importante reino. Criar oportunidades de escolherr um novo reino em outras pastagens. E nossa Princeza, por ser tão corajosa, emaranhou-se nos novos desafios e vive hoje em um castelo só seu. Teve sim que aprender a se virar, sem camareiras, ou empregadas, mas cresceu, virou mulher!
Sofreu, sim. Mas também descobriu em si uma força sobrenatural. E mais, numa das esquinas da UEL, encontrou o Príncipe. E o Príncipe, com seu lindo jegue (lembrem-se, ela é incomum) a fez descobrir um mundo, lindo, de sentimentos e sensações nunca antes habitados dentro dela.
Hoje, a Princeza faz aniversário. E o que dizer a ela quando nada consegue expressar o quanto eu a quero bem? Talvez eu deva desejar-lhe sucesso. Ainda que óbvio, já que sua imensa luz não pode jamais proporciona-la outra coisa.
Talvez eu deva desejar-lhe felicidade. Mas ela, por sua pureza e graciosidade não conseguiria ser infeliz, mesmo que quisesse.Talvez eu deva desejar-lhe amo, mas o Príncipe já o dá de sobra...
Só consigo pensar em, então, dizer: Eu te adoro. Adoro...e te quero sempre bem! Sempre, sempre, dona Princeza! Feliz Aniversário e não se esqueça jamais de sorrir para mim. Pois seu sorriso faz meu dia mais feliz...
PARABÈNS, NATY!!!!!
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Que me perdoem a ausência, mas introspecção, às vezes, é fundamental!
A noite demora a passar. Meus pés cansados denunciam a presença do salto. Alto; tão alto quanto o silêncio que busco nesse momento...
Sinto minha cabeça latejar a cada cena que ressurge em meus olhos quase fechados. Escuro; tão escuro quanto o túnel que busco para fugir da realidade...
Os fantasmas do meu quarto me assombram com a lágrima que vejo querer escorrer. Quente; tão quente quanto o cobertor que não me cobre...
O tempo frio me lembra a vida escrita em ciclos. Verdes, tão verde quanto o brilho dos teus olhos insistindo em me perturbar...
O barulho dos fogos de hoje a noite me ferindo ao soar por eles e não nós. Forte; tão forte quanto a maresia a cobrir meus cabelos de sal...
A fala ensaiada da moça continua me dizendo que é a minha força que me faz mulher. Amargo; tão amargo quanto a bebida que não tomei...
Reflexo embaçado pela minha respiração no espelho. Sincero; tão sincero quanto o ponto final.

(Só pra lembrar que é por uma boa causa...)
Tem sempre o Teatro Mágico pra definir...O que seriam dos meus títulos sem ele, hein?!
“O meu olho que chora alegre e o outro que chora luto...”
Se existisse uma palavra para definir essa sensação, talvez ela não coubesse em si de tamanha soberba. Afinal, tal palavra seria a definição do coração dos enamorados e dos que perderam um grande amor.
Seria a definição dos que têm certeza de terem escolhido o melhor caminho e daqueles que estão parados sem saber o que escolher. Definiria a fé e o medo, a coragem e a fraqueza, a alegria e a dor.
Mas, como ser a definição de tão humana e poética antítese, se no fim, a antítese nunca fala por si só ?!
É...pensando bem, talvez tão barroca palavra merecesse pena, não orgulho. A definição humana tão cheia de soberba é digna de um olhar mais atento.
Sim! Pois ela seria injusta! Seria a simplificação da beleza do sentir... Além disso, tal palavra seria a negação de si própria! E pior, não teria nem ao menos um lugar no dicionário! Já imaginou? Estar em tantos lugares, tantas funções sintáticas, tantas construções gramaticais, que não se tem um lugar só seu, uma identificação única? Imaginou não ter o porto seguro para os momentos que se perder de si mesmo?
Talvez seja melhor mesmo deixar essa sensação escrita nas entrelinhas...
E faz de conta, que hoje, as reticências falam por mim...
Pelos últimos meses, tive momentos freqüentes de dúvidas relacionadas a existência do Pedacinhos... Talvez porque, nesse momento, pra mim, ele tenha mudado de sentido...
E hoje, acho que por ter sido uma boa menina durante o dia (heheh) , eu recebi de presente um comentário que me fez repensar todo o sentido desse espaço...e toda a importância dele na MINHA vida!
E em troca desse grande presente, hoje publico a causa de tão importantes palavras...
Por sempre ter tido muita fé na sensibilidade desse garoto e em tudo o que ele vivenciava, escrevi esse texto...mostrei-o para poucos, confesso. E hoje, a resposta veio muito além do que eu, mesmo em meus sonhos mais distantes, poderia imaginar...
Palavras baratas, quase prostituídas...foram, no fim, reflexo de um coração tão especial...
Ele não sabia o que era amar...antes dela...
Meras ilusões destruídas… Por que fui me entregar?
É como se o arrependimento fosse inerente ao homem e surgisse antes da própria satisfação.
Filosofia das mais baratas. Sem ciência e sem religião.
Apenas sofro.
E ninguém tem nada a ver com isso. De nada adianta me fazer calar. Antes de pensar, eu já falava e antes de querer, eu já escrevia...
Pros meus erros, não há poesia. Há raiva – de mim, há medo – do porvir e há o vazio que tá aqui.
Talvez fosse melhor mesmo largar tudo de lado. Pensar só em mim.
Quero viver! O Ontem, o Hoje, o Amanhã – com letra maiúscula! Só não sei se consigo sair...
O desespero me assombra, os fantasmas perturbam meu sono. Rezo e espero.
Sei que o sol surgirá. A tempestade passa e Deus em tudo está.
Mas, por hoje, eu ainda preciso chorar...
Só me abrace e deixe estar!